Dez 21

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       Chegamos ao fim de mais um ano de grandes desafios. Momentos de refletir, avaliar e celebrar os frutos colhidos, através da luta pela inclusão social de pessoas que participaram dela: o combate às desigualdades decorrentes do preconceito! Uma sociedade mais igualitária e de oportunidades e direitos para todos.

        Em 2008; seguiremos avançando debatendo a riqueza contida na diversidade, apontando a fertilidade das trocas, reveladoras desses valores, quando compartilhadas pela sociedade. Um mundo no qual os direitos das “pessoas” ocupem o centro da nossa pauta jornalística, construíndo a felicidade olhando para as pessoas que estão em nosso redor. Assim, nunca estaremos sozinhos! mas reparando séculos de exclusão de grupos que são segregados, oferecendo-lhes a oportunidade e a possibilidade de diminuir a discriminação e o preconceito social.

         Para todos que, como eu, sonham com um mundo verdadeiramente igual: A arte da inclusão é olhar para o outro com toda singularidade que lhe é peculiar! 

Dez 19

Natal, cidade do sol, que irradia e acolhe a todos, através do olhar atento, dos dedos que deslizam sobre o teclado, da imagem que fala, da voz que não cala, do lápis que risca e rabisca traços de poetas da mídia chamados: “Amigos da inclusão”.

Eu sou Carminha Soares e sou dessa turma! e você?

Dez 19

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          Esporte é superação. Superar obstáculos, superar distâncias, superar o tempo, superar marcas. Superar a si próprio. Ser uma pessoa com deficiência também é superação. Superar o preconceito, o paternalismo, o desânimo. E também, superar a si próprio.  

        Quando unimos a pessoa com deficiência e esporte, estamos dando um passo valioso rumo à cidadania dessas pessoas. A atividade desportiva mostra para toda a sociedade o potencial que foi ocultado por trás de uma deficiência física, mental e sensorial.  

        Sabemos que a constância da prática desportiva atua sensivelmente como reabilitadora das condições físicas, sociais e de auto-estima de todos os atletas e para os atletas com deficiência não poderia ser diferente. 

        Sair da clausura doméstica, a que estão relegados a maioria das pessoas com deficiência e ganhar a amplitude social de uma quadra, de uma piscina, de uma pista de atletismo ou de um ginásio, já é por si só uma superação. Já é princípio básico para a cidadania plena. 

        O esporte surge então como um recurso fundamental para que essas pessoas conquistem seu lugar no contexto social. Trata-se de uma das melhores maneiras para mostrar a sociedade e a própria pessoa com deficiência que está mais do que na hora de vencermos a barreira do preconceito e da discriminação. 

       Entretanto, olhar além das diferenças do outro e encontrar a maneira de trilhar juntos o caminho, ainda é um desafio para os organizadores dos jogos Olímpicos e Panamericamos.  Olimpíada e Paraolimpíada, Pan e Parapan são eventos segregativos: testemunho da exclusão! É na verdade, igualdade em paralelos! Visto por um público restrito, poucos jornalistas e a compra pelos direitos de transmissão é ínfima. É visto com pouco apreço.  

        Belo seria todos juntos num único espaço – vila olímpica – e num mesmo tempo, o que representa dizer, por exemplo, que a final feminina de basquete entre Brasil x USA poderia ter acontecido antes ou depois da mesma final de basquete de cadeira de rodas, o que, certamente, garantiria um único público, um mesmo olhar e assim estabeleceria a corrente de uma sociedade inclusiva para todos.

      O início do “Parapan” acontecera uma semana depois - (12/08) - quando todos se foram e somente os atletas com deficiência se confraternizam.                                                           Carminha Soares

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